terça-feira, 11 de maio de 2010

Felicidade química

Dali se vê todo mundo a procura do perfeito.
Ah que coisa limpa!
Se vê todos iguais...
passos
corpos
transpirações
olhares
fôlegos.
Entra-se ansioso e se sai feliz.
Mas por quê a felicidade agora se nada mudou?
Pois você não vê?
A mudança está clara, está ali.
Criada em todos aqueles metais.
Deixada em todos aqueles metais.
Entendi!

O que não faz

De tão longe a coisa não muda.
De perto parece tão certo pra você, para mim,
e assim torna-se estável.
A preocupação passa num instante, num suor para toda
essa corrida.
E por que o sentido transforma tudo no óbvio, se
essa verdade é tão triste.
Não prefiro assim.
Mas por que é tão importante?
E esse sentido, não muda muita coisa?
As pessoas são as mesmas,
a sensação é a mesma.
Para ter tudo isso a sanidade precisa ser óbvia...
sempre...
Ela muda.
Não muda.
Assim que quer?
Pois bem, assim será!