Será que para andar é preciso ver?
Por que caio nessa ferida?
Por que tento sempre o mesmo lugar?
Por que ficar bem com o que tem?
Não é possível ter esse lema.
Eu olho, e só consigo enxergar
o que me torna melhor, o que me torna o sonho.
O que vejo é meu espelho.
Por que não gosto do que sei?
Acho que isso é a evolução,
mas será que tem sempre a ver com o reflexo?
Espero que não.
Seria triste.
Mas e a história do homem? Com avanços... invenções...
A base foi construída
com o que? Visões, ou reflexos?
Acho que não terei essa resposta.
Ainda bem que tenho minha insatisfação.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Sal da terra
No chão reflete o sol sofrido,
com os pés roídos do sal
caminha sem olhar o horizonte onde
só há salinas.
Fica claro
Fica branco.
Segurando os olhos sozinhos e
os pés pesados, pensa em Rosa.
Doce Rosa.
Vento Salgado
Respira
Não tem tristezas.
Não tem descrença.
Não tem fé.
com os pés roídos do sal
caminha sem olhar o horizonte onde
só há salinas.
Fica claro
Fica branco.
Segurando os olhos sozinhos e
os pés pesados, pensa em Rosa.
Doce Rosa.
Vento Salgado
Respira
Não tem tristezas.
Não tem descrença.
Não tem fé.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Felicidade química
Dali se vê todo mundo a procura do perfeito.
Ah que coisa limpa!
Se vê todos iguais...
passos
corpos
transpirações
olhares
fôlegos.
Entra-se ansioso e se sai feliz.
Mas por quê a felicidade agora se nada mudou?
Pois você não vê?
A mudança está clara, está ali.
Criada em todos aqueles metais.
Deixada em todos aqueles metais.
Entendi!
Ah que coisa limpa!
Se vê todos iguais...
passos
corpos
transpirações
olhares
fôlegos.
Entra-se ansioso e se sai feliz.
Mas por quê a felicidade agora se nada mudou?
Pois você não vê?
A mudança está clara, está ali.
Criada em todos aqueles metais.
Deixada em todos aqueles metais.
Entendi!
O que não faz
De tão longe a coisa não muda.
De perto parece tão certo pra você, para mim,
e assim torna-se estável.
A preocupação passa num instante, num suor para toda
essa corrida.
E por que o sentido transforma tudo no óbvio, se
essa verdade é tão triste.
Não prefiro assim.
Mas por que é tão importante?
E esse sentido, não muda muita coisa?
As pessoas são as mesmas,
a sensação é a mesma.
Para ter tudo isso a sanidade precisa ser óbvia...
sempre...
Ela muda.
Não muda.
Assim que quer?
Pois bem, assim será!
De perto parece tão certo pra você, para mim,
e assim torna-se estável.
A preocupação passa num instante, num suor para toda
essa corrida.
E por que o sentido transforma tudo no óbvio, se
essa verdade é tão triste.
Não prefiro assim.
Mas por que é tão importante?
E esse sentido, não muda muita coisa?
As pessoas são as mesmas,
a sensação é a mesma.
Para ter tudo isso a sanidade precisa ser óbvia...
sempre...
Ela muda.
Não muda.
Assim que quer?
Pois bem, assim será!
domingo, 21 de março de 2010
Do que vai ficar
Para que ter,
se vai morrer sem dar,
vai morrer sem ver,
vai sem sentir o que ficou.
Mas gosto sim.
Quero pensar em ver.
É o que me faz viver.
se vai morrer sem dar,
vai morrer sem ver,
vai sem sentir o que ficou.
Mas gosto sim.
Quero pensar em ver.
É o que me faz viver.
Já existiu
Se fica louco por pouco.
Se cada, cadê?
Se cada, para quê?
Se para cada, me olha por dentro,
ninguém quer se meter.
Tá achando do loki?
Por que ficar com tanto ódio sólido?
Gosto do que evapora.
Vai pelos poros.
Mas o fluxo?
O fluxo?
É certo?
Se regula?
Ele se acerta.
To ficando normal.
Se cada, cadê?
Se cada, para quê?
Se para cada, me olha por dentro,
ninguém quer se meter.
Tá achando do loki?
Por que ficar com tanto ódio sólido?
Gosto do que evapora.
Vai pelos poros.
Mas o fluxo?
O fluxo?
É certo?
Se regula?
Ele se acerta.
To ficando normal.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Para vocês
Para nós a diferença esteve sempre presente,
mas nunca fez de muito problema,
pois de que tem graça passar com vocês
sem aprender o que é a amizade
que tem cor, que elogia, que xinga,
que fica longe, e que pensa de perto.
O tempo passa e a gente espera segurar
o que passou, para conseguir passar o que será.
Alguns ficaram, mas no esquecimento não vão perecer.
Ainda temos muito o que ver, o que beber,
e aqui será sempre o nosso encontro, o nosso espaço.
Amo vocês.
Para Barbara, Larissa, Manu, Louise, Vinicius e Isa.
mas nunca fez de muito problema,
pois de que tem graça passar com vocês
sem aprender o que é a amizade
que tem cor, que elogia, que xinga,
que fica longe, e que pensa de perto.
O tempo passa e a gente espera segurar
o que passou, para conseguir passar o que será.
Alguns ficaram, mas no esquecimento não vão perecer.
Ainda temos muito o que ver, o que beber,
e aqui será sempre o nosso encontro, o nosso espaço.
Amo vocês.
Para Barbara, Larissa, Manu, Louise, Vinicius e Isa.
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