segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tudo que não

Para aquele olhar
eu vi que tudo iria
ser do fronte do azul.
As palavras me soaram
na viagem da companhia
a verdade daquela
dança que me levava
e não parava
e não parava.

O que via era o que queimava
do martelo que se punha no
raio daquele instante.
É o que era certo
É o que era livre. Do que antes
era paixão para o que
ontem foi a indiferença.

Hoje.
Não conheço.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Para lembrar

Quando o senhor, concentrado, sentado ficava,

gostava de ficar entendida, pois só assim me sentia mais companheira.

Na hora de chegar via aquele andar que mais parecia homem do mar...

não....era homem do rio.

Você se foi e, no último olhar eu não estava lá.

Sofro pelo tempo curto.

Choro pelo tempo longo.

Espero.

Sem esquecer.


Para meu avô querido, Roldino.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Como acontece?

Será que para andar é preciso ver?
Por que caio nessa ferida?
Por que tento sempre o mesmo lugar?
Por que ficar bem com o que tem?
Não é possível ter esse lema.
Eu olho, e só consigo enxergar
o que me torna melhor, o que me torna o sonho.
O que vejo é meu espelho.
Por que não gosto do que sei?
Acho que isso é a evolução,
mas será que tem sempre a ver com o reflexo?
Espero que não.
Seria triste.
Mas e a história do homem? Com avanços... invenções...
A base foi construída
com o que? Visões, ou reflexos?
Acho que não terei essa resposta.
Ainda bem que tenho minha insatisfação.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Sal da terra

No chão reflete o sol sofrido,
com os pés roídos do sal
caminha sem olhar o horizonte onde
só há salinas.
Fica claro
Fica branco.
Segurando os olhos sozinhos e
os pés pesados, pensa em Rosa.
Doce Rosa.
Vento Salgado

Respira

Não tem tristezas.
Não tem descrença.
Não tem fé.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Felicidade química

Dali se vê todo mundo a procura do perfeito.
Ah que coisa limpa!
Se vê todos iguais...
passos
corpos
transpirações
olhares
fôlegos.
Entra-se ansioso e se sai feliz.
Mas por quê a felicidade agora se nada mudou?
Pois você não vê?
A mudança está clara, está ali.
Criada em todos aqueles metais.
Deixada em todos aqueles metais.
Entendi!

O que não faz

De tão longe a coisa não muda.
De perto parece tão certo pra você, para mim,
e assim torna-se estável.
A preocupação passa num instante, num suor para toda
essa corrida.
E por que o sentido transforma tudo no óbvio, se
essa verdade é tão triste.
Não prefiro assim.
Mas por que é tão importante?
E esse sentido, não muda muita coisa?
As pessoas são as mesmas,
a sensação é a mesma.
Para ter tudo isso a sanidade precisa ser óbvia...
sempre...
Ela muda.
Não muda.
Assim que quer?
Pois bem, assim será!

domingo, 21 de março de 2010

Do que vai ficar

Para que ter,
se vai morrer sem dar,
vai morrer sem ver,
vai sem sentir o que ficou.
Mas gosto sim.
Quero pensar em ver.
É o que me faz viver.